MEU ORGULHO DE SER

segunda-feira, 30 de junho de 2014

EPITÁFIO

                                                       
                                                 epitáfio depois de tanto tempo de seu lançamento, me liguei na poesia dessa música. véio, assusta saber que mesmo incólumes, dentro de nossa casquinha de ostra, é somos ostras que se arrebentam em busca de uma pérola e só a dividem com alguém depois de mortas, deixamos muita coisa prá tras por puro mêdo do novo. experimentei a transgressão em anos idos, quase todas (RSRSRS), mas parei no pardígma do trivial. peraí, num é filosofia de maluco não, é costatação. fui ser marido, pai, avô, funcionário público, tudo certinho, não deveria ter tentado mais? mano, que adianta falar mal do governo em tua sala de casa ou na repartição e não tomar atitude nenhuma, não fazer meleca alguma? pô, então não cobra. de técnico de seleção o Brasil tem prá mais de 180 milhões. ministros com a salvação do "universo"? mais um tanto e um montão aqui na praça dando milho aos pombos (viva Zé Geraldo, gênio). devia ter vivido mais, me dedicado mais a Deus, uma opção minha e não para trazer constrangimento a ninguém, curtido mais família e amigos. amigos que passaram a ser lembranças, não nos socializamos mais, estão empoeirados em alguma estante da memória. acordar, tomar café, trabalhar, almoçar, trabalhar, voltar para casa, jantar,ver televisão, dormir, acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, voltar para casa, jantar, ver televisão, dormir, ah! dormir e sonhar com o fim de semana em que não se faz nada proveitoso e se xinga o Fantástico, por ser sinal de fim de folga. eta vidinha tosca. pior neguim que vive para ficar rico, ostentar o que está conseguindo mesmo se deletando da vida, sua vida vira ponto de referência para a busca de um tenue e inconsistente sucesso. vai daí que um dia se que você ou eu consegue o tal resultado positivo. mas se ao olhar para tras vê um estrago imenso que deixou no caminho? será que se arrepende ou a empáfia fez calo no coração? véio, não condeno a prosperidade, condeno o prejuizo à base de tudo isso, condeno o euzismo exacerbado, condeno a individualização, mesmo que velada, condeno aqueles que vendem fé, aqueles que vendem esperança ou os que vendem a alienação, escape efêmero. longe de mim ser juiz, minha fé e meu carater me proibem isso, condeno como forma de não adinitir isso como item de minhas convicções. tenho tido um contato único com a fé, cada um no seu quadrado, tenho experimentado um contato mais filial e menos formal com Deus, agradecido mais e pedido menos, tenho ouvido mais e falado menos, aconselhado mais e admoestado menos (ou melhor, nada), tenho dado espaço para Deus agir em mim. tô abrindo minha casca, devagarzinho para não assustar e escancarar, dividindo a pérola, tá certo que muitos vem ate minha conchinha só pra jogar areia, mas fazer o que "c'est la vie". será que estou entrando na envelhecência? ofereço Deus pro amigo ao lado. ah! não quer? devolve que eu quero. mas devia ter vivido mais orado mais meditado mais amado mais ...
Direitos reservsados...Autor. Attilio Imbroisi.Filho
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