MEU ORGULHO DE SER

domingo, 8 de janeiro de 2017

QUASE UMA ORAÇÃO.

ORAÇÃO!

Gestos delicados
Ousados
Como beijo
Que roubado
Num roçar
Enamorado

Ousadia 
Não devia
Sem conter
leve pousou

E a mão 
Estremecia
Com cuidado
Acariciou

Mergulhou
Embriagada
Nessa alma
Adorada
E sorveu
O mel da fonte
Que a sede
Saciou.

transbordava
De desejos
Que cobria
O ser amado
De uma forma
Adorado.

Frenesi
Que me perdoe
Por amar  feito canção
te envolver em frases 
Mansas
Como ritos de oração!
Marilene Azevedo


 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

PALAVREADO.



     PALAVREADO!

O palavreado desconexo
Não tem nexo
pensa em sexo
É vulgar!

Tal  e qual
Somos nós
Quem de vós!
tem a coragem
de dizer..Não é verdade!
Não pra mim..Mas para si?

Aparências ..Reticências
Para falar ..Não!  Para agir
Deixa ir!

Quando sentir necessidade
Vulgarmente com maldade
Feito reptil que rasteja
vem buscar a sua presa
Saciar a fome ..Em ti!

Com palavras  desconexas
Balbuciadas  ao ouvido
Que escutada sem sentido
Só a carne lhe entende
Prende  um grito!  Sai gemido
E a alma se surpreende.

A resposta o corpo dá
Basta apenas escutar
Pode não querer falar
Mas um simples palvreado
No teu gesto ..No tocar
E o corpo a demonstrar!
Marilene azevedo

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ELOQUENTE MENTE!


                                                          ELOQUENTE  MENTE!


Ah!  Essa mente calada
Sissuda sem dizer nada
É tão eloquente voraz.

Desliza pelas madrugadas
Buscando alimento da alma
Encontra perdido no limbo
Apenas esperando amar.

O frenesi que arrebata
Num frenético acelerar
O ar ..A respiração
O odor  ..O cheiro a  razão
Perdidos na imensidão

A leveza do tocar
O corpo a arrepiar
mergulhando num universo
Naufragando em  céus abertos
Com a alma a flutuar

É o corpo em desalinho
É o gemer baixinho
Sussurros ..Beijos carinhos
Perdidos.. Não irá retornar.

É a mente calada quieta
Que saí sem olhar para trás
É o corpo carregando a alma
Num eclodir quero mais!
Marilene Azevedo


     

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

LABAREDA.

LABAREDA.

Chegas aquece
Meu corpo
Respondendo
Chamado

Calado
Acende
Reflexo
Amplexo
Labaredas
Queimando

Amando
Caricias
Infindas
Arrepiando
Sentir

Querendo
Seu corpo
Ardendo
As chamas
A lhe consumir

Não deixe!
Dos braços sair.
Desliza
Volúpias na pele
Explode 
Gemidos..Pedir!

Extase que a alma
Agradece
A mão que acaricia
Seu corpo
Descansa
Cálido abandono.

O arfar 
Do torso
Que abriga
Suspira
Já saciado
O beijo repousa
Sigilos
Estalos em doce
Estribilho.
Marilene Azevedo

sexta-feira, 15 de abril de 2016

LIVE! BEIJOS!


    LIVE!  BEIJOS!
O beijo lascivo
Convida
A entrega  ao seu amado

O toque  da pele morna
Sabendo do meu agrado

O entrelaçar voluptuoso
Sem princípio e fim
Inerte! Pobre de mim
Entregue . Se deixa levar

A boca sequiosa..Procura
Dançando na pele quente
Como a grudar entre a gente
Carícias na pele nua!

A Lua resplandece prateada
Como a sentir ser ela ..A amada
Deixa gotas de orvalho cair..
Entre a pele suada.

Acelerando o compasso
A dança! O suor!  O abraço
As gotas caem..Silenciosas
A procura do espaço.

Num serpentear delirante
As gotas de suor e orvalho
Frenéticas buscam repouso
Para descansar  no ventre
Mistura do próprio gozo!
Marilene Azevedo

sexta-feira, 1 de abril de 2016

SEDE!


                                                                              SEDE!                

É um tremor
Um arrepio
O pêlo a pele
Ta eriçado
Mal comportado.

É o sangue 
Quente
Ferve
Se acende
A labareda
Na fenda
Verte

Gotas suor
Cheiro
Amor
Volúpia  Plena
Toque 
Desliza
Na pele Lisa
Queimando
A boca seca
Sede  matar!
Marilene Azevedo